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terça-feira, 8 de junho de 2010

CONTRA OS CRIMES DE ISRAEL

Nota: Em solidariedade com a Palestina e o seu povo, é meu dever divulgar este apelo contra os crimes cometidos por Israel e o seu governo.


 
BOICOTE, DESINVESTIMENTO E SANÇÕES!

Ocupação militar, colonização, limpeza étnica, apartheid... e por fim, pirataria. Uma pequena frota de seis barcos com 700 passageiros desarmados e 10.000 toneladas de ajuda humanitária a bordo destinadas à Faixa de Gaza, cercada desde 2007, foi abordada em águas internacionais por tropas de assalto israelitas com um balanço provisório de perto de 20 mortos civis e 50 feridos.
A versão do governo israelita é que os militantes humanitários em causa eram anarquistas e indivíduos com ligações a grupos terroristas e que o propósito desta frota era violento.
Nas 700 pessoas que iam a bordo incluíam-se deputados dos parlamentos alemão e irlandês, uma activista norte-irlandesa vencedora de um prémio Nobel da paz, uma judia sobrevivente do holocausto nazi, dezenas de jornalistas e centenas de activistas internacionais. Nas 10.000 toneladas de material que transportavam contavam-se sacos de cimento, medicamentos e cadeiras-de-rodas.

Isolar Israel para acabar com os crimes contra a humanidade

Os EUA e a União Europeia têm encorajado Israel a continuar os seus crimes, privilegiando as relações comerciais com Israel e aceitando-o no seio da OCDE. Mas a única receita para acabar com o lento genocídio dos palestinianos é aquela que serviu para acabar com o apartheid sul-africano: o seu isolamento a nível internacional, através de uma campanha de boicote, desinvestimento e sanções.
Esta campanha está em curso desde 2005 e tem sido seguida por sindicatos, universidades e organizações de direitos humanos em todo o mundo. É tempo de nos juntarmos a ela em Portugal.
Só a título de exemplo: o Pingo Doce e o Continente vendem tâmaras importadas dos colonatos ilegais (o que é proibido pela UE), a Epal assinou um acordo com a Mekorot, empresa especialista no roubo de água aos palestinianos, a Sephora vende ilegalmente produtos cosméticos do Mar Morto. As universidades portuguesas mantêm acordos com institutos israelitas.
Boicotemos Israel, para que haja paz no Médio Oriente!

Comité de Solidariedade com a Palestina,
Colectivo Abu-Jamal, SOS Racismo,
Ass. Amizade Portugal-Sahara Ocidental

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Globalização das lutas. Quando?

2 de Junho de 2010

Os espanhóis respondem as medidas anti-crise do governo de Zapatero (José Luis Rodríguez Zapatero) com uma greve geral.

Do lado de lá, pelos vistos “Tenemos hombres conho”.
E cá “De que é que estás à espera...? Ai Protugal, Protugal. ...”

E se fizéssemos convergir o nosso descontentamento com o dos nuestros hermanos españoles? E se os gregos também, o fizessem? E se os franceses… os italianos, os irlandeses…
Utopia? Talvez… mas se o amanhã também o é...

terça-feira, 30 de março de 2010

Pragmatismo?! Será?

Das três frentes de guerra em que Portugal se envolveu na era colonial, a mais sangrenta foi sem sombra de duvidas na Giné-Bissau. A Guiné aliás chegou a declarar a independência de Portugal, antes do 25 de Abril de 74. Independência que foi de imediato reconhecida por muitas nações da comunidade internacional, provocando com isso sérios amargos de boca ao governo português.
Depois da saída espanhola do Saara Ocidental e das negociatas de Espanha entregando o território a Marrocos e à Mauritânia, o povo sahauri encetou uma guerra de libertação acabando por declarar a independência com a fundação da República Árabe Saaráui Democrática (RASD).
A semelhança do que se passara anos antes com a declaração de independência da Guiné-Bissau, vários foram os povos e nações a reconhecer oficialmente a nova nação, de entre esses surgiu o reconhecimento da Guiné-Bissau.
A Guiné era pois uma das nações a reconhecer a República Árabe Saaráui Democrática. Hoje soube-se que a Guiné-Bissau suspendeu esse reconhecimento. Que terá acontecido de tão extraordinário para esse volte-face? Nada mais que o recrudescimento das relações comerciais entre a Giné-Bissau e Marrocos.
Depois de terem “produzido” um Nino Vieira, bem como aquele tipo do barrete vermelho, só faltava agora esta demonstração de falta de memória para não escrever, falta de carácter.